27 de nov. de 2014

[VERTEBRADOS] Répteis e a Evolução dos Tetrápodas

[Material do caderno + slides + google]




RÉPTEIS
E Evolução dos Tetrapodas







Os répteis tem já uma eficiência na ocupação do ambiente terrestre. Eles não dependem da água na reprodução e habitat, exceto tartarugas, jacarés, etc.

Os tetrápodas tiveram duas irradiações de grande importância:

  • Anthracosauria (grupo-irmão dos tetrapodes amniotas)
  • Temnospondyli (maior grupo de tetrapodes não-amniotas do paleozóico)
Não amniotas = não possuem âmnio = peixes e anfíbios


A partir dos répteis, já não se há fecundação externa.

Como os répteis resolveram, o problema de perda de água ao migrar ao ambiente terrestre?

  1. REVESTIMENTO DO CORPO (pele grossa): impermeabilizar
  2. DESENVOLVIMENTO DE RESPIRAÇÃO PULMONAR (sem brânquias)
  3. EXCREÇÃO (não dá para excretar amônia - ela é tóxica, precisa ser eliminada pela água -, então anfíbios adultos já começam a excretar uréia ou ácido úrico)


Tabela quanto à toxicidade e a necessidade na eliminação dos compostos. Peixes eliminam mais amônia, porque eles tem água de sobra para fazer essa eliminação. A amônia não pode ficar retida no organismo por muito tempo, então os peixes as excretam toda hora. Já os animais que vão ficar em ambiente terrestre, tem que excretar uréia ou ácido úrico, para evitar perda de água. E bem que esses dois compostos não são tão tóxicos como a amônia, é possível o organismo guardar mais água no ambiente terrestre. Ácido úrico é menos solúvel em água, por isso que a excreção de aves, por exemplo, é mais pastosa.


O que ocorreu a partir dos anfíbios para a eficiência em ocupar ambientes terrestres?

  1. LOCOMOÇÃO (deslocamento; fator muito importante para a ocupação): Reforçar tendões, cintura pélvica, etc.
  2. FECUNDAÇÃO INTERNA: Ovo com casca e anexos embrionários (âmnio, córion, alantoide) surgiram nos répteis. O vitelo é um anexo embrionário já existente em peixes e anfíbios.



ORIGEM E IRRADIAÇÃO DOS AMNIOTAS

Amniotas = possuem âmnio como anexo embrionário, como répteis, aves e mamíferos

TRAÇOS CRANIANOS EM TRÊS GRUPOS
- Répteis, aves e mamíferos
- Abertura temporal (número de orifícios no crânio)
- Tetrapodas, reptilomorfa, amniota


As fenestrações temporais indicam as ligações evolutivas entre os grupos (p. exemplo: a tartaruga é mais primitiva)





DIAPSIDA:
- Lepidossauria (cobras e lagartos); Lingua bifurcada, pênis bifurcado, muda de pele inteira
- Archosauria (crocodilianos e aves); Muda de pele em fragmentos


A evolução no crânio dos vertebrados possibilitou melhorias nos músculos mandibulares, sendo uma resposta a pressões seletivas associadas com a especialização à dieta insetívora. Essas fossas temporais atuaram sobre os músculos mandibulares fornecendo mais espaço para seu posicionamento e para o alimento, e permitindo alterações na complexidade e orientação.

Os primeiros répteis eram insetívoros.



EVOLUÇÃO DO CRÂNIO DOS VERTEBRADOS

Peixes e tetrápodas amniotas (anfíbios)
- Musculatura simples
- Mordida inercial
Tetrapodas amniotas
- Músculos na posição vertical
- Músculos diferenciados
- Forte pressão da mandíbula


EVOLUÇÃO DOS TETRÁPODAS AMNIOTAS TERRESTRES

  1. Diversificação da vegetação no Carbonífero: surgindo nichos ecológicos (habitat + hábitos da espécie) 
  2. Evolução dos insetos (importante recurso alimentar)
  3. Evolução do mecanismo mandibular à insetívora
  4. Evolução de eficiente locomoção terrestre






MODIFICAÇÃO DOS OVOS


Houve uma modificação na estrutura dos ovos. Se tornaram maiores, melhor equipados (mais anexos), e mais protegidos.


  • OVO AMNIÓTICO (lagartos e tartarugas): Casca coriácea, flexível; ovo permeável à água. 
  • OVO CLEIDÓCO (alguns lagartos, aves e tartarugas): Casca calcárea, rígida; ovo impermeável.


< Ovo Aminiótico

Observar: ANEXOS EMBRIÓNÁRIOS

Composição do ovo amniótico: Embrião, casca, córion, alantoide, vitelo e âmnio.


  • CASCA: proteção mecânica, tem poros 
  • ALBUMINA: proteção, reserva de água e proteínas
  • VITELO: suprimento de energia
  • CÓRION E ÂMNIO: proteção
  • ALANTÓIDE: armazenamento de excretas; órgão respiratório




MUDANÇAS PARA MELHORIA 
NA OCUPAÇÃO DO AMBIENTE TERRESTRE


  • LOCOMOÇÃO
  • RETENÇÃO DE ÁGUA
  • RESPIRAÇÃO
  • ALIMENTAÇÃO 
  • REPRODUÇÃO




  • LOCOMOÇÃO

Esqueletos e membros:
- Coluna vertebral diferenciada em cinco regiões (mais maleabilidade e movimento)
- Costelas longas (ventilação dos pulmões - pulmões muito desenvolvidos)
- Patas com garras (apoiar no solo); mas alguns sem patas (ex. cobras) com movimentos serpentiformes.
- No caso das tartarugas, os cágados tem membranas interdigitais. Parte superior é a carapaça onde as costelas estão fundidas e a parte inferior do corpo é o plastrão.



  • RETENÇÃO DA ÁGUA

Evitar desidratação.
Em comparação aos anfíbios, os amniotas apresentam queratina no tegumento, impermeabilizando a pele.

Os amniotas, por meio de escamas, pêlos ou penas, eles se adaptaram a ambientes mais secos. Os anfíbios fazem respiração cutânea, então a pele não é preparada para ambientes mais secos.

A excreção é um meio de economizar água e evitar menos compostos tóxicos no corpo e os animais terrestres se adaptaram a excretar ureia e ácido úrico, que são menos tóxicos e economizam água.

Todo animal vertebrado produz amônia, ácido úrico e uréia. O fígado é responsável em transformar amônia em ácido úrico, etc.

ANAPSIDAS excretam ácido úrico e uréia
DIAPSIDAS excretam ácido úrico
SYNAPSIDAS excretam uréia





  • RESPIRAÇÃO

Amniotas = só pulmonar

Amniotas tem os pulmões bem desenvolvidos, expandidos através de movimentos.

Todo órgão respiratório precisa ser úmido (facilita trocas gasosas) vascularizado (transporte de gases) e fino (oxigênio e gás carbônico entram e saem por difusão).

Ventilação por movimentos das costelas
- Lepidossauria e tartarugas
Ventilação por movimentos de órgãos internos
- Crocodilianos
- Hiperventilam na locomoção





  • CIRCULAÇÃO


O coração dos répteis tem 3 cavidades: 2 átrios e 1 ventrículo
Mas no caso dos crocodilianos, eles possuem 4 cavidades - sangue arterial e venoso se misturam fora do coração.

Crocodilianos, aves e mamíferos possuem pequena (coração+pulmão) e grande (coração+tecidos) circulação.

Tartarugas marinhas tem respiração cloacal (cloaca é muito vascularizada).

Circulação de tartarugas e Lepidossauria:
- Circuito sistêmico (alta pressão sanguínea)
- Circuito pulmonar (baixa pressão sanguínea)




  • ALIMENTAÇÃO

A maioria dos répteis são carnívoros, sendo que alguns lagartos e os jabutis são herbívoros.
Maioria repõe dentes quando perdidos.
Tartarugas tem bico córneo.




  • REPRODUÇÃO

Fecundação interna
Hemipênis
Maioria ovípara
Ovo amniótico

Ovos grandes, bem equipados e enterrados confere mais sobrevivência.





CARACTERÍSTICAS DOS RÉPTEIS



  • ÓRGÃOS DOS SENTIDOS

- VISÃO: Pálpebras móveis + membrana nictitante (exceto serpentes e lagartos fossoriais)
- AUDIÇÃO: Membrana timpânica + estribo
- TERMORREGULAÇÃO: fosseta loreal (serpentes Crotalinae)
- QUIMIORRECEPÇÃO: Língua bífida + órgão vômero-nasal (órgão de Jacobson)



  • METABOLISMO

ECTOTÉRMICOS = Não regulam a temperatura corporal, então precisam de fonte de energia externa (solar).

MECANISMOS PARA REGULAÇÃO DA TEMPERATURA
- Comportamentais: postura, abrigos; 90% do controle térmico dos répteis é comportamental
- Anatômicos: grande massa corporal
- Fisiológicos: circulação, coloração, respiração

É importante a termorregulação para funcionar o metabolismo, quanto maior a temperatura (cerca de 30-35ºC) o animal pode fazer mais atividades, como digestão e rastejamento.






















































[VERTEBRADOS] Anfíbios e a Adaptação ao Meio Terrestre - Parte 2

[Material do caderno + slides + google]



ANFÍBIOS




A adaptação dos anfíbios ao meio terrestre acarretou em diversas mudanças morfológicas e fisiológicas. Para ocupar o ambiente terrestre, precisam de estruturas mais rígidas, mais fortes e claro, respiração pulmonar. Necessita de sustentação para viver fora da água.


Um dos desafios para ocupar o ambiente terrestre é resolver sobre a desidratação. Na água, os animais aquáticos vivem perfeitamente adaptações e totalmente dependentes dela, porém o que acontece com animais terrestres, que agora estão num ambiente diferente do aquático? Eles precisam se adaptar! Os anfíbios precisam ainda da água, até para a reprodução
As larvas dos anfíbios excretam amônia (que nem os peixes) e os adultos excretam uréia.

Embora a grande maioria dos anfíbios na fase adulta já não necessite tanto viver na água, eles adotam muco no tegumento que deixa a pele mais úmida e o corpo escorregadio. O muco pode ser tóxico.

Respiração dos anfíbios é a mais diversificada. Eles possuem respiração pulmonar, cutânea e branquial. A pele auxilia na entrada de oxigênio e resfriamento por evaporação. Há o bombeamento bucal para forçar o ar para os pulmões (redução das costelas).

Na circulação dos anfíbios, o coração possui três cavidades: dois átrios e um ventrículo. Há mistura de sangue arterial com venoso.

A reprodução dos anfíbios é caracterizada pelo desenvolvimento indireto (ou seja, tem fase larval). Eles são ovíparos (bota ovo), as larvas são aquáticas. Há muitas estratégias reprodutivas (cortejo, etc). As salamandras podem ter espermatóforo. Podem fazer ninho ("espuminhas")
Os anuros tem fecundação externa; algumas espécies de salamandras e cobras-cegas pode ter fecundação interna.

A alimentação dos anfíbios é através de uma língua protátil e muscular, e a maioria dos anfíbios não possui dentes. As larvas são em geral herbívoras, e os adultos carnívoros.


[VERTEBRADOS] Anfíbios - Ordens

[Material do caderno, slides e google. Imagens: slides e google]



ANFÍBIOS




ORDEM GYMNOPHIONA (APODA)


 < Cobra-cega
 [ô bichin fêi da disgrama!]



São as Cobras-cegas ou Cecílias. Mais nomes? São conhecidas aqui no Brasil por: cobra-pilão, ibicara, mãe-de-saúva, pilão e ubijara.
Apoda: a=sem; poda=pés
São anfíbios sem patas, semelhantes a cobras.




Elas medem entre 1cm a 1,5m... ou seja, podem ser bem pequenininhas ou bem maiores.
O habitat delas é terrestre e aquático.
Elas se alimentam de cupins, minhocas, insetos, etc.
Bem que elas não possuem patas, são ápodas, então elas se movimentam de um jeito mais peculiar... elas se deslocam com movimentos serpentiformes (tipo como serpente) e contrações musculares.
São alongadas com corpo anelado (dobras dérmicas) e olhos recobertos por pele ou por osso. 
E possuem um par de tentáculos protácteis (órgão sensorial)... e, pensando bem, animal que não tem visão desenvolvida, por exemplo, ele desenvolve outros sentidos. Já que essa cobra-cega faz jus ao seu nome, ela se utiliza de outros meios de sentido que não sejam a visão para se orientar.



(a) (b)

Fotos acima: (a) Tentáculos protáteis (b) observe o corpo anelado





ORDEM URODELA ou CAUDATA


Uro = Cauda
São as salamandras.

 < Salamandra
[Parece um lagartinho gosmento, embora, é claro, seja anfíbio, e não réptil]

Elas medem de 30mm a 1,5m... sim, podem ser minúsculas ou muito grandes.
Se alimentam de insetos.

Coloração Críptica: chamativos para inibir predadores, embora nem todas as salamandras sejam venenosas mas mesmo assim podem ter essa coloração. [Salamandras malandras, hein?]


Salamandras tem corpo alongada, com quatro patas e cauda. Se deslocam por meio de ondulações laterais do tronco e da cauda.




Estão distribuídas no Hemisfério norte principalmente.
Habitat das salamandras: elas são terrestres e aquáticas, mas podem variar tipo o adulto terrestre e a larva aquática; ou pode ser exclusivamente terrestre, ou exclusivamente aquática (Algumas, então, não saíram do meio aquático); e hábitos cavernícolas (troglobitismo) ou seja... viver em cavernas.

As salamandras tem a cauda achatada e os répteis não.

A pedomorfose é da salamandra ter características jovens na fase adulta. Isso pode ser facultativo ou obrigatório. Neotenia é quando tem a retenção dessas características jovens em um adulto.
Progênese é quando a larva já tem desenvolvimento de gônadas.

São o único grupo de vertebrados que pode se reproduzir na fase larval (neotenia).
A fecundação é externa (lançam os gametas na água).




ORDEM ANURA


São os anfíbios mais famosinhos, que são sapos, rãs e pererecas. É o maior grupo dos anfíbios e também o mais diversificado.
E também uma diversidade maior de formas e hábitos.

Diz aí... nem todos são feios, né não?

An = sem, Uro = Cauda

Podem medir de 10mm a 30cm.
São carnívoros (pode-se incluir insetívoros)
E o deslocamento dos anuros é por meio de saltos.

Possuem um corpo mais robusto, curto e inflexível (isso por conta de coluna vertebral curta)

Se comunicam vocalizando, seja para machos atraírem as fêmeas ou para demarcar território.

 < Anuro vocalizando
"Uuuêbi, uêbi"


Tem hábitos terrestres e aquáticos e podem ser arborícolas. Pode ser cavador, bromelícola (principalmente as pererecas: viver nas bromélias... que são um tipo de planta do grupo dos abacaxis), etc.


Sapo, rã ou perereca? Você sabe identificar?







Sapos não lançam veneno!! A glândula (paratoide) de veneno tem que ser apertada. Veneno causa irritação, há poucas espécies com venenos que podem matar.

Algumas espécies de rãs se confunde com sapos, pois tem sapo que não tem a glândula.

A morfologia desses animais indica seus hábitos, o que é uma boa forma para distinguir os grupos de anuros. Seus hábitos podem ser: terrestre, aquático, arborícola, cavador e bromelícola.



ADAPTAÇÃO AO SALTO:
- Corpo curto,
- Sem cauda,
- Patas posteriores longas
- Esqueleto modificado
Quando ao esqueleto modificado, a rádio e a ulna se fundiram, fíbula e tíbia se fundiram, íleo se alongou, poucas vértebras e fundidas às costelas, vértebras caudais fundidas.
















Continua...
Próximo post: Adaptações dos anfíbios no meio terrestre Parte 2


26 de nov. de 2014

[VERTEBRADOS] Anfíbios e a Adaptação ao Meio Terrestre - Parte 1

[Resumo do caderno e slides.]



ANFÍBIOS


Anfi = Duas ; Bios = Vidas

Surgiram há mais ou menos 350 milhões de anos

Sofrem estágios de metamorfose:
1) Fase larval = aquática
2) Fase adulta = terrestre


ORIGEM

Devoniano (surgimento); A partir de peixes ósseos (especificamente dos Sarcopterygii).
Tiveram de desenvolver: locomoção, sustentação, respiração, órgãos do sentido, reprodução... para o ambiente terrestre.
A água amortece impacto mas fora dela é mais difícil.

Há 400 milhões de anos, o planeta era muito úmido e quente, e uma ordem de peixes, Rhipidistia, como também o Eusthenopteron, ambos Sarcopterygii, conseguem subir na superfície da água para absorver ar.

 < Eusthenopteron 


O primeiro anfíbio nadador é o Ichthyostega, que era um vertebrado que ficava à vontade tanto na água como na terra, que pode ter sido um descendente desses peixes pulmonados.



 Ichthyostega


Depois disso, os anfíbios se espalharam  rapidamente por todas as regiões equatoriais da Terra. E variaram de pequenos habitantes de lagos para áreas úmidas.




OS ANFÍBIOS ATUAIS


  • Habitam regiões úmidas e quentes (próximas à linha do Equador).
  • São ECTOTÉRMICOS = Não regulam a temperatura corporal, então controlam conforme a temperatura do ambiente
  • Algumas salamandras podem viver em regiões frias
  • 4500 spp mais ou menos em todos os continentes, com exceção da Antártida
  • Pele é quase sempre úmida e fina (a umidade é importante para que eles possam realizar respiração cutânea, além da pulmonar); Diferente de outros vertebrados, a pele dos anfíbios é nua (não possui escamas, pêlos ou penas). 
  • RESPIRAÇÃO: Os anfíbios são o grupo de vertebrados com mais modalidades de respiração (cutânea, branquial e pulmonar)
  • A água é importante para sua respiração e também reprodução
  • REPRODUÇÃO: Mesmo que a fecundação seja externa, precisa ter aproximação. Por exemplo, reprodução no verão, onde vocalizam, muda o comportamento.



Os anfíbios são muito dependentes de água. Já os répteis são a primeira classe de vertebrados a conquistar definitivamente o meio terrestre.
Mas, então, o que aconteceu para haver essa mudança, essa "independência" da água?
- Impermeabilização da pele (escamas, etc)
- Excreção urinária concentrada
- Respiração pulmonar
- Reprodução com fecundação interna, desenvolvimento direto, ovos com casca e anexos embrionários
- Esqueleto mais forte, sistema muscular mais complexo e sistema nervoso central mais desenvolvido
Observar nessas características acima citadas que elas são vantajosas aos animais que forem viver em ambiente terrestre, o que eles acabaram então tendo para poder haver essa conquista de independência. São coisas que os anfíbios não dominam totalmente, então eles ainda estão muito dependentes de água.




OVOS

Para adaptar ao meio terrestre, os ovos tiveram de desenvolver uma proteção, então são revestidos por uma casca dura que os protege então de desidratação.

O ovo possui as seguintes características (principalmente em répteis e aves):
- Embrião envolvido pelo âmnio (que é também um anexo embrionário para diminuir desidratação e o choque mecânico)
- Casca (tem poros onde entra ar e umidade)
- Córion (função de acumular excretas e fazer trocas gasosas)
- Alantóide (idem Córion)
- Saco Vitelínico (já existente em PEIXES)
A casca, o córion e o alantóide são estruturas para excreção, respiração do embrião. É uma característica de adaptação ao meio terrestre.








ORIGEM DOS ANFÍBIOS ATUAIS

Observar no cladograma a origem dos anfíbios.
PEIXES -> ANCESTRAIS EXTINTOS -> ANFÍBIOS
Surgiram no Devoniano, e os grupos atuais há cerca de 200~225 milhões de anos.

Observar também a evolução dos tetrápoda ("animais de quatro patas")
- A partir do ancestral peixe de nadadeiras lobadas
- Irradiação em diferentes linhagens





Observar origem e irradiação de Lissamphibia:



O parentesco entre os anfíbios modernos é um enigma.
Não existem fósseis que demonstrem a transição entre algum grupo do Paleozóico e as três ordens atuais de anfíbios. (Provas e evidências necessitam estar conservadas)

Observar também:
- Ligação dos anfíbios com os peixes sarcopterygii
- A partir de anfíbio é tetrápoda ( = animais com quatro patas, incluindo aves e baleia)




ANFÍBIOS ATUAIS

Os anfíbios tem tegumento (pele) fino e permeável (para respiração)
[Todo órgão para respiração é fino, vascularizado e úmido, e a pele de anfíbios também realiza respiração, então tem essas características]

Aproximadamente 6000 espécies, em 3 ordens com diferentes especializações locomotoras. (anuros saltam, salamandras andam e cobra-cegas não tem patas)



Todo anfíbio adulto é carnívoro (contando com os insetívoros - que se alimentam de insetos), porém não se alimentam de animais já mortos.
Hábitos alimentares: poucas especializações (Não tem muita diversidade de comportamento; comportamentos simples)

São cosmopolitas, ou seja, estão presentes no mundo todo, com exceção da Antártida.

Anfíbios e répteis são ectotérmicos (não regulam temperatura corporal), por isso, não se alimentam o tempo todo.
No caso da gente, que não somos ectotérmicos, precisamos nos alimentar com mais frequência para fazermos o controle de temperatura corporal.





DIVERSIDADE DOS ANFÍBIOS


Forma do corpo provavelmente evoluiu a partir de um tipo inicial semelhante ao das salamandras, nadando por ondulações do corpo e cauda.
A mudança para anfíbio saltador pode ser relacionada à seleção natural de um anfíbio que repousaria próximo à margem e escaparia de predadores através do salto.


Tabela (acima) editada conforme o slide.




[Continua...]
[Próximo post: ordens de anfíbios]

2 de nov. de 2014

Cladograma Briófitas



Cladograma editado no Paint e no PhotoScape

Briófitas - DIVISÕES E CLASSES

[Resumo do conteúdo dos slides + Google. Deixe seu feedback nos comentários se necessário. Fonte fotos: google e slides]



DIVISÕES E CLASSES DAS BRIÓFITAS





As DIVISÕES das briófitas são:

  • 1. BRYOPHYTA
  • 2. HEPATOPHYTA
  • 3. ANTHOCEROTOPHYTA







~ 1. DIVISÃO BRYOPHYTA ~







A divisão Bryophyta consiste nos musgos.

Possui 3 classes:


  • 1.1 Classe SPHAGNIDAE - musgos-de-turfeiras
  • 1.2 Classe BRYIDAE - musgos verdadeiros
  • 1.3 Classe ANDREAEIDAE - musgos de granito



1.1. CLASSE SPHAGNIDAE

Musgos-de-turfeiras


  • 1 único gênero: Sphagnum, com 200 espécies
  • Importante no hemisfério norte, formando turfeiras
  • Esporos são dispersos através de pressão "explosiva" das cápsulas
  • Possuem células vivas e mortas no filídeo, o que proporciona armazenamento de água no interior das células mortas

Cápsulas evidentes na foto.

TURFEIRA é um solo feito de turfa. Turfa é um material vegetal, formado pela deposição e decomposição de filídeos destes musgos do gênero Sphagum. É importante, pois e condições favoráveis, pode virar carvão, usado como combustível para aquecimento doméstico. Entre outras utilidades. Turfa é a primeira fase do petróleo, vendido como condicionador de solo.
Sinal que a região sempre foi alagada.

São algas muito importantes no ciclo do carbono.

Hoje a venda de Sphagum é proibida. Antigamente, era usado para fazer enfeites de natal. E também útil para manter plantas carnívoras, que precisam de muita umidade.

Filídeos são as "folhinhas" do musgo.

Todo Sphagum tem filídeo com uma camada de célula. Células mortas no filídeo armazenam água.


Turfeira

Por quê rosa?
Porque tem antocianina (pigmento no vacúolo que protege a clorofila contra a luz excessiva).






1.2 CLASSE BRYIDAE


Musgos verdadeiros




  • Cerca de 9.500 espécies
  • Esporos são dispersos através de movimentos do estômio


Estômio: dispersa os esporos com movimentos que liberam-nos para perto da planta-mãe.





- HIDRÓIDES: Células condutoras de água
- LEPTÓIDES: Células condutoras de alimento, presentes em alguns gêneros.






1.3. CLASSE ANDREAEIDAE


Musgos de granito




  • Dispersão dos esporos por contração das cápsulas secas












~ 2. DIVISÃO HEPATOPHYTA ~






  • Possui cerca de 6000 espécies
  • Se chama Hepática por lembrar forma de um fígado
  • FORMATO DO TALO divide o grupo em: Hepáticas Talosas e Hepáticas Folhosas
  • REPRODUÇÃO VEGETATIVA: por Fragmentação do talo ou Propágulos dentro de Conceptáculos







Imagem acima:
ARQUEGONIÓFOROS -> ARQUEGÔNIO (feminino)
ANTERIDIÓFORO -> ANTERÍDEO (masculino)














- HEPÁTICAS TALOSAS: Gametófitos monóicos (feminino e masculino), com ramificação de poucos centímetros de comprimento. Preferem locais com sombra, úmidos e de temperatura baixa. Exemplo: Marchantia e Riccia.

- HEPÁTICAS FOLHOSAS: Mais comuns; são confundida com os musgos verdadeiros. Possuem aspecto foliáceo, bem ramificadas. Comuns em regiões tropicais. Exemplo: Plagiochila sp.







~ 3. DIVISÃO ANTHOCERATOPHYTA ~




  • Antóceros
  • 100 spp. - identificadas pelo formato do esporo
  • Gametófitos em forma de roseta que lembram as hepáticas talosas ou os gametófitos de samambaias. Possuem um único cloroplasto.


Foto ao lado: epiderme do gametófito











ASSOCIAÇÃO SIMBIÓTICA COM CIANOBACTÉRIAS
Associados com a Nostoc, recebem coloração mais escura ao talo do Antócero. (Importância ecológica)







Este grupo (Antóceros) não tem epiderme, elas ainda são talófitas.









CLADOGRAMA para estudar a filogenia das briófitas:


















LINKS INTERESSANTES

http://eaulas.usp.br/portal/video.action?idItem=1825
(Vídeo da USP, muito foooda!! Ajuda a entender bem sobre as briófitas)